Eu pego o celular e disco o seu numero. Chamando... Interrompo.
Escrevo uma sms qualquer e desisto no meio. Ir atrás não valerá
a pena, valerá? Penso, repenso, torno a pensar, penso de novo,
e enfim reconsidero a idéia de tomar banho e esquecer essa idéia
de sms e de querer saber como você anda - Quem sabe você não
escorre pelo ralo do banheiro junto com a água e a espuma do
meu sabonete - mas daí algo na minha encefalina me faz focar
em você. Mentalmente, te olho sem parar. Droga! De repente lá
estou eu, escrevendo a sms... ''tudo bem pequeno?'' apago.
''por que?'' apago. ''ta em casa? (:'' apago. ''queria te ver e...''
apago. - você não replicaria de volta, te conheço - Ligo pra
uma amiga e ainda bem que o assunto não é você, dou umas
risadas, marco algo e desligo. Daí você regressa insurpotável. E de
novo, começo uma sms. Não prossigo. Checo o facebook.
O seu, aliás. Nenhuma novidade. E então a vontade de te procurar
me invade muito. Eu preciso te encontrar de qualquer jeito,
mesmo que online nesse bate papo tedioso. Digito ''saudades''
apago. Lembro da sua frieza, da sua forma de olhar a vida, do
seu calculismo e admito, é disso que eu gosto! Mas entrecorto
minha atitude de ir atras. Mas você precisa saber de alguma
forma que ando te precisando desde a ultima vez que nos vimos.
E eu sei que você vai rir se souber disso, vai dar de ombros e
pensar em si mesmo. Mas eu te preciso! Pelo menos agora. E eu
não iria expor isso, claro. Mas já que escrevo, escrevo para
falar do seu sorriso torto que me espalha pelo ambiente inteiro.
Sabe, aquele seu sorriso de olhar? Me trás ele, me trás você.
Só não me trás os pretéritos imperfeitos. Desisto de começar
de novo, eu quero continuar. Com você. E você sabe que é de você
mesmo que falei nesses versos mudos acima.
(sarah maia)